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Neuropsicofarmacologia · 3 min de leitura
Dopamina não é a 'molécula do prazer'
A dopamina tem mais a ver com motivação e previsão de recompensa do que com o prazer em si.
Os experimentos de Wolfram Schultz mostraram que neurônios dopaminérgicos disparam diante de recompensas inesperadas — e, com o aprendizado, passam a disparar diante do sinal que as prevê.
Quando a recompensa esperada não vem, a atividade cai abaixo do basal: um 'erro de predição'. Esse sinal ensina o cérebro o que vale a pena buscar.
Por isso a dopamina é central em vícios, no TDAH e no Parkinson, e é alvo de diversos fármacos, de antipsicóticos a estimulantes.
