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Sono · 4 min de leitura

Por que dormimos? O cérebro faz faxina à noite

Durante o sono profundo, o sistema glinfático limpa resíduos metabólicos do cérebro — incluindo proteínas ligadas ao Alzheimer.

Por muito tempo, o sono foi visto como um simples 'desligar'. Hoje sabemos que ele é um dos estados mais ativos e importantes para o cérebro.

Em 2013, pesquisadores descreveram o sistema glinfático: durante o sono de ondas lentas, o espaço entre as células cerebrais aumenta e o líquido cefalorraquidiano circula com mais força, removendo resíduos como a proteína beta-amiloide.

Além da 'faxina', o sono consolida memórias: o hipocampo reativa padrões do dia e os transfere para o córtex, num diálogo marcado por fusos do sono e ondas lentas.

Privar-se de sono prejudica atenção, regulação emocional (a amígdala fica até 60% mais reativa) e tomada de decisão. Dormir bem é estratégia de estudo.